Rebeldes sírios matam brigadeiro leal a Assad

Rebeldes do Exército Sírio Livre (ESL) anunciaram ontem a morte do chefe de treinamento da da Força Aérea Abdullah Mahmud al-Khalidi, um dos comandantes militares leais a Bashar Assad. O brigadeiro era o responsável pela capacitação de pilotos de caça. A agência estatal Sana reconheceu a morte do general e responsabilizou um "grupo armado terrorista" pela ação.

DAMASCO, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2012 | 02h04

"O batalhão de mártires de Rukm al-Din (subúrbio de Damasco) matou na segunda-feira o general", confirmou o ESL por meio de sua conta no Facebook. "Também matamos o oficial de inteligência Ahmed Abdul Haq." Ainda de acordo com os rebeldes sírios, "todos aqueles que colaboram com o regime estão ameaçados".

A agência de notícias estatal Sana acusou os rebeldes de organizar uma campanha de assassinato de figuras públicas. "Ele era pai de quatro filhos e um dos maiores especialistas em aviação militar da Síria", diz o comunicado. "Foi morto quando saía de seu veículo, ao deixar a casa de um amigo em Damasco."

Confrontos. Ontem, caças do regime sírio bombardearam duramente a cidade de Maaret al-Numan, ponto estratégico controlado pelos rebeldes que liga as duas principais cidades do país: Damasco e Alepo.

Enquanto moradores recolhiam corpos das vítimas dos destroços do bombardeio, combatentes do ELS e tropas leais a Assad se enfrentavam nos arredores da cidade. A tomada de Maaret al-Numan em 10 de outubro permitiu que os rebeldes dificultassem o envio de suprimentos militares para Alepo, a principal frente de batalha da guerra civil.

Rebeldes sírios classificaram os bombardeios de ontem como a mais ampla campanha aérea do regime no conflito, que se seguiu a um cessar-fogo fracassado proposto pelo enviado especial da ONU para a Síria, Lakhdar Brahimi. Segundo entidades de direitos humanos ligadas à oposição síria, 500 pessoas morreram nos quatro dias da trégua, que foi violada de ambos os lados.

Ainda de acordo com essas fontes, 150 pessoas têm morrido em média por dia no país em razão dos conflitos entre tropas de Assad e rebeldes sírios. Desde o início dos protestos - a princípio pacíficos - em 2011, 35 mil morreram./ AP e AFP

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