Rebeldes sírios pedem que grupos parem com conflitos

Seis grupos rebeldes da Síria pediram para que a Al-Qaeda e que seus rivais suspendam os conflitos no norte do país, em um momento no qual os inspetores internacionais completam o segundo dia de trabalhos na Síria para avaliar o arsenal químico do governo.

AE, Agência Estado

03 de outubro de 2013 | 11h30

Em comunicado, eles dizem para que as duas principais facções "cessem fogo imediatamente" e que resolvam suas diferenças em um tribunal islâmico. O conflito já dura três anos e grupos rebeldes brigam entre si, particularmente no norte da Síria, onde rebeldes disputam territórios que foram capturados das tropas do governo no ano passado.

Entre as duas principais facções rebeldes, de um lado estão os combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, na sigla em inglês), grupo ligado à Al-Qaeda, e do outro lado está o Exército Livre da Síria (FSA, na sigla em inglês), apoiado pelo ocidente. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos disse que entre as assinaturas do documento pedindo pelo fim do conflito estavam grupos afiliados ao FSA.

O apelo também pediu para que a Al-Qaeda retorne seus soldados para as áreas onde estavam antes dos conflitos de Azaz, no mês passado.

A missão dos inspetores, colocada em prática após a aprovação da resolução do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), é desmantelar a capacidade de produção de armas químicas até 1º de novembro e destruir o estoque de armas químicas do presidente Bashar Assad até meados de 2014. A equipe consiste de 19 especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPWC, na sigla em inglês) e 14 membros da ONU. Um segundo grupo de inspetores deve se juntar a eles na próxima semana. Fonte: Associated Press.

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