Rebeldes sírios poderão ter mais ajuda dos EUA

O governo Barack Obama estuda opções para elevar seu envolvimento direto na guerra civil síria, caso os opositores do regime de Bashar Assad consigam controle suficiente para criar zonas seguras. A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton disse que é apenas uma questão de tempo até que os rebeldes tenham tomado território suficiente e se organizado para criar tais áreas.

AE, Agência Estado

26 de julho de 2012 | 18h00

"Mais e mais território está sendo tomado", disse Hillary nesta semana. "Isso eventualmente vai resultar numa área segura dentro da Síria, que então servirá de base para novas ações da oposição."

Autoridades já começaram a discutir como uma zona de segurança pode permitir que Washington intensifique seu envio de assistência, que tem se limitado a ajuda humanitária e a equipamentos não letais, como suprimentos médicos e aparelhos de comunicação.

Falando em condição de anonimato, uma graduada autoridade disse que os Estados Unidos buscam "maior unidade, coesão e melhor performance militar" dos rebeldes, incluindo melhor eficiência na coordenação de ataques, que o governo norte-americano vê como uma prova de que os rebeldes estão empregando bem os rádios criptografados enviados pelos Estados Unidos.

Por enquanto, autoridades norte-americanas mantém sua afirmação de que não fornecerão armas para as forças contrárias a Assad ou pressionarão o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre áreas controladas por rebeldes.

Com o contra-ataque das forças do governo às ofensivas da oposição em Damasco, Alepo e em outras partes do país, ainda não está claro se os rebeldes conseguirão criar uma região segura para a rebelião.

A milícia líbia que derrubou e matou Muamar Kadafi no ano passado estabeleceu a cidade de Benghazi como zona de segurança, criando um centro para se reunir e pensar em estratégias para a abertura de pontos para a entrada de suprimentos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e de países árabes. Os Estados Unidos estabeleceram um consulado na cidade.

O estabelecimento de uma zona de segurança resolveria a questão da falta de um local, dentro da Síria, para que outros países apoiem a oposição no território do país e envie suprimentos para o coração do conflito. As informações são da Associated Press.

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