Rebeldes sírios sequestram 20 capacetes azuis da ONU no Golan

Insurgentes exigem que regime de Bashar Assad pare de atacar uma vila na região, próxima à área controlada por Israel

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2013 | 02h06

Rebeldes armados da oposição síria capturaram 21 integrantes das forças de paz da ONU nas Colinas do Golã (UNDOF) em ação duramente condenada ontem pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York. Os opositores exigem que o Exército de Bashar Assad suspenda os ataques contra uma vila controlada por eles.

"Os integrantes do Conselho de Segurança exigem a libertação incondicional e imediata dos membros das forças de paz da ONU e pede para todos os lados cooperarem com a UNDOF para que seja garantida a segurança de seu pessoal", disse o embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vitali Churkin, que atualmente ocupa a presidência rotativa do conselho.

Cerca de 30 rebeldes armados interceptaram um ônibus que transportava os integrantes da UNDOF na área próxima à zona desmilitarizada entre Síria e Israel. Mais tarde, um vídeo de opositores foi divulgado na internet com a exigência de que as forças de Assad suspendam as suas operações contra a vila de Al Jamla. A nacionalidade dos capturados não foi informada

A UNDOF possui ao todo 1.011 membros militares que servem como força de manutenção da paz nas colinas do Golã. A missão foi estabelecida em 1974 e é renovada a cada seis meses. Antes do início da guerra civil, não enfrentava nenhum problema e os grandes acontecimentos envolviam sírios que viviam na parte ocupada por Israel, segundo a ONU, indo para a Síria se casar ou estudar.

Nos últimos meses, começaram a ocorrer combates envolvendo as forças de Assad e os opositores na região. Israel está em estado de alerta e os militares monitoram sobre o risco de o conflito passar para o lado israelense.

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