Khalil Hamra/AP
Khalil Hamra/AP

Rebeldes sírios voltam a enfrentar o Exército em bairro estratégico de Alepo

Eles haviam recuado perante intensa ofensiva militar do regime de Assad

Efe,

10 de agosto de 2012 | 07h46

CAIRO - Os rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) voltaram a enfrentar as tropas governamentais nesta sexta-feira, 10, no estratégico bairro de Salaheddine, na cidade de Alepo, após ter recuado ontem perante a intensa ofensiva militar do regime.

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O porta-voz do ELS, o coronel Qasem Saadedin, disse que seus combatentes tomaram de novo as ruas dos bairros de Salaheddinee e Al Sukari para lutar contra o regime. Os bombardeios do Exército ocorreram hoje em quase todos os distritos da cidade, assegurou Saadedin, sem oferecer mais detalhes.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos destacou em comunicado que os bombardeios se concentraram em bairros como Al Sukari, Bustan al Qasr, Seif al Daula e Sheikh Fares, causando ferimentos graves em várias pessoas neste último local. A ofensiva em grande escala lançada na quarta-feira pelas forças governamentais sírias obrigou ontem os rebeldes a retirar-se de Salaheddine, enquanto prossegue uma dura batalha pelo controle da cidade.

Os meios oficiais sírios assinalaram ontem que as tropas retomaram o controle do citado bairro e outros de Alepo como Asila, Bab el Nasr e Jan el Uazir, e expulsaram os "grupos terroristas".

No entanto, os rebeldes garantiram então que continuam em suas ruas, recuados de maneira tática à espera que os militares entrem para preparar emboscadas.

Neste cenário, as forças leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, reforçaram hoje sua presença na cidade, segundo os Comitês de Coordenação Local.

Esta rede de ativistas informou que nove tanques e cinco veículos militares se deslocaram rumo ao aeroporto carregados de soldados e artilharia.

Também foram registrados bombardeios em áreas dos arredores de Damasco como nas localidades de Deir al Asafir e Tal, apontaram os citados grupos opositores.

Os Comitês detalharam que pelo menos 30 pessoas morreram hoje na Síria, dez delas na província setentrional de Idleb, seis nos arredores da capital, quatro em Deir al Zur e três em Alepo.

 

 

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