Rebeldes sudaneses combatem forças do governo em Darfur do Sul

Rebeldes sudaneses disseram no sábado que mataram mais de 200 soldados em Darfur do Sul, mas o governo afirmou que suas tropas sofreram apenas "algumas" perdas e que eles haviam repelido a emboscada.

Reuters

16 de março de 2013 | 16h52

A guerra irrompeu na região ocidental de Darfur mais de uma década atrás, e tem se intensificado desde então, apesar de dois acordos de paz e da presença da maior missão de manutenção de paz do mundo.

Os principais grupos insurgentes, que acusam o governo de marginalizar as minorias étnicas da região, recusaram-se a participar de um processo de paz apoiado pelo Catar, que levou a um acordo entre o governo sudanês e uma série de facções rebeldes menores, em 2011.

Os novos combates obrigaram mais de 130 mil pessoas a fugirem de suas casas desde o início do ano, de acordo com as Nações Unidas.

No sábado, rebeldes do Exército de Libertação do Sudão, uma facção leal ao veterano combatente Minni Minnawi, afirmaram que atacaram um comboio do governo perto de Nyala, capital do estado de Darfur do Sul.

Eles disseram ter matado 260 soldados do governo e milicianos. O Exército contradisse esta informação, dizendo que tinha repelido a emboscada, matando e ferindo cerca de 100 rebeldes. As forças armadas tiveram apenas "algumas" vítimas, afirmou o porta-voz do Exército, em uma reportagem da agência de notícias estatal Suna.

(Reportagem de Khalid Abdelaziz)

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