Rebeldes tâmeis e soldados morrem no Sri Lanka

As mortes aconteceram em vários confrontos travados nas últimas 24h oras no norte do país

EFE

27 de janeiro de 2008 | 06h51

Pelo menos doze guerrilheiros dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) e dois soldados cingaleses morreram em vários confrontos travados nas últimas 24 horas no norte do Sri Lanka, informou o Ministério da Defesa em comunicado. No choque mais violento, seis membros da guerrilha morreram no sábado na zona de Kiribbanwewa, no distrito de Welioya (norte). Outros três rebeldes morreram no mesmo local em uma ofensiva lançada contra refúgios dos guerrilheiros pelo Exército do Sri Lanka. Durante a operação, um soldado cingalês morreu e as tropas apreenderam armamento, caixas com documentos, fotografias e uniformes da guerrilha. No distrito de Vavuniya,  as tropas encontraram um importante arsenal de armas formado por 60 minas antipessoais, munição e artefatos explosivos. Em Jaffna, também no norte da ilha, três membros dos LTTE faleceram em um confronto com o Exército no qual um bunker dos rebeldes ficou completamente destruído. Por outro lado, um soldado cingalês morreu em outro combate com os rebeldes na mesma região. O Exército do Sri Lanka reivindica diariamente a morte de dezenas e combatentes tâmeis, mas as partes não têm comprovação independente, pois os repórteres não têm acesso às frentes de batalha. Os LTTE lutam há mais de duas décadas para conseguir um Estado independente nas regiões do leste e do norte do país, onde a etnia tâmil é majoritária, frente à cingalesa, que domina no resto do Estado. No dia 16 de janeiro, a guerra no Sri Lanka recomeçou após a ruptura do acordo de cessar-fogo que o Governo e a guerrilha tinham assinado em 2002. O pacto tinha sido violado sistematicamente por ambas as partes desde a suspensão das negociações de paz em outubro de 2006, à qual seguiu uma ofensiva do Exército que encurralou a guerrilha no norte do país.

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