Rebeldes tentam tomar refinaria de Zawiya na Líbia

Duros confrontos ocorreram nesta quarta-feira entre rebeldes e partidários do líder Muamar Kadafi, em uma disputa pelo controle da única refinaria de petróleo que até então funcionava na Líbia, na cidade de Zawiya, oeste do país. A oposição tenta cortar o suprimento de petróleo do regime para a capital, Trípoli.

AE, Agência Estado

17 de agosto de 2011 | 14h49

Um comandante rebelde em Zawiya, Osama Arusi, disse que o confronto levou ao fechamento de um oleoduto que segue para a capital, onde vive um terço dos 6 milhões de líbios. Os rebeldes cercaram a refinaria, que fornece petróleo e gás à capital.

No sábado, os rebeldes líbios tiveram um grande avanço a partir de suas bases no oeste próximas da Tunísia até Zawiya, que fica a 50 quilômetros de Trípoli. Eles tomaram zonas da cidade de 200 mil habitantes, mas desde então reduziram seu avanço e realizam duras batalhas com forças de Kadafi há dias.

O avanço rebelde aumenta a pressão sobre Trípoli. Os rebeldes se aproximam da capital pelo oeste e pelo sul, enquanto a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) controla os mares ao norte de Trípoli, que fica na costa do Mediterrâneo.

Os confrontos na refinaria começaram na terça-feira, segundo Arusi. Um engenheiro de petróleo no local disse à Associated Press que cerca de 100 soldados de Kadafi permaneciam dentro do local. Várias dezenas de forças rebeldes também estão na área.

Arusi disse que os rebeldes começaram a negociar com os soldados de Kadafi na refinaria, após entrarem em Zawiya no sábado. Segundo ele, alguns dos combatentes do regime, moradores da área, se renderam aos rebeldes após negociações. Alguns dos partidários de Kadafi fecharam o portão do complexo residencial dos trabalhadores da refinaria e de suas famílias e controlam o local. Porém muitos dos trabalhadores já haviam sido retirados do local quando a guerra civil começou, em fevereiro.

Analistas dizem que a captura da refinaria de Zawiya, onde eram produzidos 120 mil barris de petróleo por dia, não teria um grande impacto na capacidade de Kadafi assegurar combustível, segundo analistas. Kadafi tem conseguido gasolina da Tunísia e, em menor extensão, também da Argélia. "Por isso, é mais significativo que eles (rebeldes) tenham conseguido o controle de rodovias que da refinaria", afirmou John Hamilton, um especialista em energia da Líbia da Cross-Border Information.

As informações são da Associated Press.

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