Rebeldes tomam a capital da República Centro-Africana

Depois de ataques de rebeldes terem atingido no sábado Bangui, capital da República Centro-Africana, o presidente François Bozizé deixou o país na manhã deste domingo, segundo Maximin Olouamat, um membro da presidência, que recusou-se a revelar o destino do presidente. Testemunhas relatam intenso bombardeio e tiros no centro de Bangui na manhã de hoje.

Agência Estado

24 de março de 2013 | 11h48

Os primeiros ataques ocorreram em dezembro do ano passado por todo o país, mas foram suspensos depois de líderes rebeldes assinarem um acordo de paz com o governo, em janeiro, para que Bozizé permanecesse na presidência até 2016.

O acordo foi rompido devido a acusações de que o Bozizé não cumpriu todas as promessas feitas. O grupo de rebeldes, conhecido como Seleka, pediu que ele enviasse de volta tropas sul-africanas que estavam ajudando o corpo militar do país. Outro pedido feito foi a integração de 2 mil combatentes rebeldes às forças armadas da República Centro-Africana.

Uma empresa de gerenciamento de crise sediada na Suíça, a Coverseas Worldwide Assistance, acredita que Bozizé tenha ido para o vizinho Congo. A cidade de Bangui está localizada no rio Oubangui, que separa os dois países. Contudo, o porta-voz do governo congolês, Lambert Mende, disse não ter nenhum conhecimento sobre se Bozizé cruzou a fronteira em direção ao Congo.

No sábado, Bangui ficou no escuro depois de combatentes interromperem o abastecimento de energia na cidade. "Para nós, não há outra solução além da saída de François Bozizé", disse Eric Massi, um porta-voz dos rebeldes, em entrevista concedida por telefone. A rádio estatal ficou emudecida e o pânico se espalhou entre os moradores, que permaneceram em suas casas. Já um número não especificado de cidadãos franceses buscou refúgio na embaixada francesa, segundo um diplomata, que falou sob condição de anonimato.

Bozizé chegou ao poder em 2003, após liderar um golpe de Estado, e seu mandato tem sido marcado por conflitos de grupos armados. As informações são da Associated Press.

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