Rebeldes tomam aeroporto de Misrata, no oeste da Líbia

Após confrontos, forças de Kadafi se retiraram do local, deixando para trás tanques

Agência Estado

11 de maio de 2011 | 10h01

MISRATA - Rebeldes líbios tomaram nesta quarta-feira, 11, o aeroporto de Misrata, cidade no oeste do país, após duros confrontos com as forças de Muamar Kadafi, informou um correspondente da France Presse no local. Os rebeldes tomaram total controle do aeroporto, com centenas de pessoas comemorando nas ruas.

 

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O Exército de Kadafi também deixou tanques para trás, que estão sendo incendiados pelos rebeldes. Informações anteriores contabilizavam pelo menos 13 rebeldes feridos, mas não há informações sobre mortos.

 

 

Durante as últimas semanas, o porto de Misrata se tornou a única via de acesso para a chegada de suprimentos e a partida de civis que fogem dos conflitos. Misrata é a única grande cidade do oeste da Líbia controlada em sua maior parte por opositores de Kadafi.

 

Também nesta quarta-feira, testemunhas afirmam que ocorreram fortes explosões na capital do país, Trípoli. A Otan diz que seus aviões realizaram mais de 6 mil missões no país desde que assumiu o controle das operações, em fins de março. Mas analistas dizem que, embora os bombardeios ocidentais tenham ajudado os rebeldes a assegurar o controle no leste líbio, não está claro o quanto eles enfraqueceram o domínio de Kadafi sobre o oeste do país.

 

Nesta quarta, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que pediu ao primeiro-ministro da Líbia, Baghdadi Mahmudi, que interrompa imediatamente os ataques contra civis e pediu uma trégua na violência no país do norte da África. Ban disse que estava despachando um enviado da ONU para Trípoli, após telefonar ontem para o premiê líbio.

Ban afirmou que pediu o fim dos ataques contra civis e um cessar-fogo verificável, para que ocorra uma resolução pacífica da crise no país. "O primeiro-ministro concordou em receber meu enviado, sr. (Abdel Elah) Al Khatib, e eu o instruí a viajar para Trípoli o mais rápido possível."

 

Ban também disse que deve haver uma paralisação dos confrontos em Misurata e em outras partes do país, a fim de que possa ocorrer um diálogo político e a assistência humanitária. As informações são da Dow Jones.

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