Rebeldes tomam porto na Somália; 65 morrem em confrontos

Três dias de choques entre grupo fundamentalista Al-Shabab e mílicia local deixam pelo menos 130 feridos

Efe,

22 de agosto de 2008 | 18h45

O porto de Kismayo, o principal do sul da Somália, foi ocupado nesta sexta-feira, 22, pelo grupo fundamentalista islâmico Al-Shabab, em três dias de confrontos com uma milícia local nos quais pelo menos 65 pessoas morreram e outras 130 ficaram feridas, informaram à Agência Efe fontes locais. Zahra Hassan, enfermeira do Hospital General de Kismayo, disse à Efe que receberam 130 feridos desde que começaram os choques e que, segundo suas informações, pelo menos 65 pessoas teriam morrido, das quais 11 estão em seu centro médico. "Temos 11 corpos no hospital e esperamos os parentes para que os identifiquem e os levem para serem enterrados", destacou Hassan. A imprensa local informa que pelo menos cem pessoas morreram e que há milhares de deslocados, apesar de estas informações não terem sido confirmadas. Kismayo, 500 quilômetros ao sul de Mogadíscio, é um ponto estratégico para o Al-Shabab, cujos dirigentes têm relações com a Al-Qaeda, que terão agora um poder maior na região e mais facilidade de movimentos. Sheikh Mukhtar Robow Ali, dirigente do grupo e também conhecido como "Abu Mansur", disse à Efe por telefone em Kismayo que, "após três dias de luta, conseguimos tomar o controle da cidade". "Derrotamos o outro grupo de 'senhores da guerra' aliados dos Estados Unidos e matamos a maioria deles, embora o líder deles tenha escapado e estamos buscando-o", disse Abu Mansur.

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