Rebeldes voltam a atacar no sul da Tailândia

Dez rebeldes armados com lança-granadas e metralhadores atacaram nesta quarta-feira uma delegacia no sul da Tailândia - região dominada por muçulmanos -, disseram autoridades locais. A ação armada não causou vítimas. Por sua vez, o primeiro-ministro tailandês, Thaksin Shinawatra insistiu que "terroristas internacionais" não estão envolvidos na recente onda de violência que atinge o sul do país. Segundo o chefe de Estado, três suspeitos de envolvimento no ataque foram detidos. Mais tarde, o ministro da Defesa da Tailândia, Thammarak Issarangkura na Ayudhaya, disse a jornalistas que os suspeitos estavam apenas sendo interrogados. Thaksin disse que insurgentes com dupla nacionalidade tailandesa e malaia foram os responsáveis por uma série de atentados iniciada no domingo. Desde então, 21 escolas foram incendiadas e seis soldados e policiais perderam a vida. "Eles não são terroristas internacionais", afirmou Thaksin. "São terroristas que operam nessa região, cruzando constantemente entre a Tailândia e a Malásia." As províncias tailandesas de Narathiwat, Pattani, Yala e Satun - todas na fronteira com a Malásia - são as únicas de maioria muçulmana na predominantemente budista Tailândia. Essas províncias foram palco de décadas de insurgência islâmica. O movimento foi desmobilizado no fim dos anos 80. Nos últimos dois anos, porém, atentados na região causaram a morte de 56 soldados e policiais.

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