Rebelião em prisão na Venezuela segue sem controle

Cerca de 4 mil soldados da Guarda Nacional da Venezuela continuavam hoje as tentativas de controlar uma rebelião na penitenciária El Rodeo I, 50 km a leste de Caracas, onde dois policiais e um detento morreram em tiroteios ocorridos ontem. No dia 12 de junho, um motim de presidiários em El Rodeo I, aparentemente iniciado com um conflito entre gangues rivais de detentos, deixou 22 mortos.

AE, Agência Estado

18 de junho de 2011 | 20h23

Hoje, o contingente de mais de 5 mil funcionários do presídio foi reforçado por 400 soldados de uma unidade de elite do Exército venezuelano. Em meio a tentativas de controlar os detentos e de revistar as celas, explosões foram ouvidas ao longo do dia.

O ministro do Interior e da Justiça, Tareck el Aissami, disse que "apenas 50 dos mil detentos se negam a se render e a dialogar". Dirigindo-se às famílias dos presidiários por meio da emissora estatal de televisão, o ministro disse que "serão respeitados os direitos dos detentos" e que "tudo o que estamos fazendo é para preservar a vida dos internos".

Do lado de fora do presídio, dezenas de familiares de detentos mantêm um protesto contra a intervenção das tropas. Soldados da Guarda Nacional usaram gás lacrimogêneo para impedir que os manifestantes bloqueassem a estrada local.

O comandante da Guarda Nacional, general Luis Motta Domínguez, disse que o confronto de sexta-feira começou durante uma operação rotineira de revista às celas. Segundo ele, durante a operação foram apreendidos sete fuzis, cinco escopetas, 20 pistolas, oito granadas de mão, 5 mil balas para fuzis, 100 telefones celulares, três computadores, 45 kg de cocaína e 12 km de maconha.

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