DIGITAL/Handout via REUTERS
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Rebelião ou trapaça?

Enquanto os venezuelanos tentam decifrar o caso do “helicóptero mandrake”, o país mergulha cada vez mais no descontrole. Logo após o incidente, Maduro qualificou o caso de “ataque terrorista” e pôs tanques e outros blindados nas ruas da capital para “manter a paz”. Milícias pró-governo cercaram o Parlamento e mantiveram os deputados lá por horas.

Joshua Partlow e Rachelle Krygier / Washington Post, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2017 | 05h00

Enquanto se discutia ontem a ação do helicóptero, o tribunal mais importante do país baixou ontem um decreto tirando poderes da procuradora-geral e transferindo-os para o ombudsman do governo, o mais alto funcionário no campo dos direitos humanos, que também apoia Maduro. 

Elyangelica González, jornalista venezuelana conhecida pelos contatos no meio militar, disse que a rebelião de Pérez parece ser verdadeira. Segundo ela, militares lhe disseram que o piloto já era suspeito de fazer vazar informações. 

Considera, porém, a investida de Pérez “a ação isolada de um homem que vê muitos filmes de guerra e talvez tenha uma ponta de loucura”. Mas nada indica “que tenha sido um show ensaiado”. 

Em sua conta de Instagram, o piloto do helicóptero postou uma série de fotos em que posa fazendo o tipo arrojado. Numa delas, com uma mão segura uma pistola e, com a outra, um espelho de maquiagem. Uma coisa ficou clara no episódio: Maduro, com um índice de aprovação em torno de apenas 20%, tem pouca credibilidade entre a população. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

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