Receita do FMI atearia fogo à economia, diz Amadeo

O vice-chefe de Gabinete da Presidência argentina, Eduardo Amadeo, disse hoje que as recomendações do FMI ao país durante este período de negociações significavam "atear fogo na economia" e avaliou que aplicá-las seria "matar o processo de recuperação". Ele disse que, na última semana, o "Fundo tem insistido em que existem algumas coisas para aprofundar, como aumentar impostos, baixar mais os gastos, fazer algumas reformas imediatas na economia". Na opinião de Amadeo, seguir esta linha de ajuste "significaria matar o processo (de recuperação da economia), como o fez em seu momento o ex-ministro de Economia, José Luis Machinea".Amadeo lembrou ainda que, em maio, o FMI recomendou "liberar imediatamente o corralito e todas as restrições cambiais", Segundo ele, isso era o mesmo que dizer à Argentina para atear fogo em sua economia. "Não o fizemos", afirmou. Em outro momento, disse, o Fundo recomendou "um brutal ajuste fiscal, baixando muitíssimo os gastos e aumentando muito os impostos". "Nossa posição tem dado resultados positivos", disse Amadeo, lembrando que, apesar de o Governo Eduardo Duhalde negar-se a aplicar as receitas do FMI e de ainda não haver um acordo firmado, o PIB argentino parou de cair e a economia começou a emitir sinais de recuperação."A economia começa a ordenar-se, há variáveis que começam a melhorar e se não houver grandes ruídos na economia, é altamente provável que possamos crescer, que possamos pagar nossas obrigações e que os objetivos a que tínhamos nos proposto se cumpram."

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