Recessão em ano eleitoral alimenta repressão chavista

Há cinco anos, quando a Venezuela era o país que mais crescia na América Latina, a queda do petróleo era apontada como o limite provável da bonança de Hugo Chávez. De fato, essa queda, em meio à crise global de 2008, foi o que precipitou os atuais problemas econômicos do país. Mas a recessão na qual a Venezuela está mergulhada hoje, enquanto o restante da região já voltou a crescer, ganhou uma dinâmica própria.

AE, Agência Estado

18 de julho de 2010 | 08h04

Um cenário pouco animador para um governo que se aproxima de eleições acirradas - as legislativas de setembro. E o que Chávez pretende fazer sobre isso? Ao que tudo indica, já está fazendo. "O aumento do cerco à oposição por parte do governo é resultado desse cenário em que as fichas econômicas de Chávez estão acabando: ele aposta na repressão política e no aumento do controle institucional para garantir que concorrerá numa posição vantajosa em setembro", explica Maikel Bello, da consultoria Ecoanalítica.

Em algumas ocasiões, as questões econômicas são usadas para acuar opositores. O dono da emissora de TV Globovisión, Guillermo Zuloaga, por exemplo, teve de fugir do país em junho, depois que um tribunal decretou sua prisão por especulação na venda de veículos (ele também é dono de uma concessionária).

Em outubro de 2008, quando a crise global explodiu, o ex-ministro da Defesa general Raúl Baduel, agora crítico de Chávez, foi preso acusado de corrupção. No ano seguinte, enquanto o país entrava em recessão, o líder da oposição e ex-candidato presidencial Manuel Rosales teve de se exilar no Peru juntamente com o ex-governador do Estado de Arágua Didalco Bolívar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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