Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Recifes degradados da Grande Barreira de Corais da Austrália são irrecuperáveis

Sistema se estende por 2.300 quilômetros

O Estado de S.Paulo

10 Abril 2017 | 04h03

SYDNEY - Os recifes da Grande Barreira de Coral que sofreram pelo segundo ano seguido o fenômeno de branqueamento provocado pelas altas temperaturas não têm nenhuma possibilidade de serem recuperados, afirmaram cientistas australianos nesta segunda, 10. 

Em março, pesquisadores anunciaram que os recifes da Grande Barreira tinham sofrido uma degradação sem precedentes. Seus temores foram confirmados por observações aéreas no local, patrimônio da Humanidade desde 1981. 

Esse ecossistema, que se estende por 2.300 quilômetros, é o maior do mundo e sofreu em 2016 seu episódio de branqueamento mais grave desde que se registra o fenômeno. O caso ocorre por conta das temperaturas do oceano em março e abril. 

"Os corais embranquecidos não estão necessariamente mortos. Mas, na parte central da Grande Barreira, prevemos perdas muito elevadas", declarou James Kerry, biólogo da Universidade James Cook, que coordenou as observações aéreas. 

O branqueamento dos corais é um fenômeno que se traduz por uma perda de cor, provocado pelo aumento da temperatura da água. Isso leva à expulsão das algas simbióticas que dão ao coral sua cor e nutrientes.          

Os recifes podem recuperar-se se a água voltar a esfriar, mas também podem morrer se o fenômeno persistir. Esta é a quarta vez em que isso ocorre - as outras foram em 1998, 2002 e 2016.

Entre o ano passado e este ano, 1.500 quilômetros foram afetados pelo branqueamento. "Só um terço está intacto", disse Terry Hughes, também da Universidade James Cook, lembrando que a temperatura recorde da água é consequência das mudanças climáticas. / AFP

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