Recomeça julgamento de Saddam por genocídio

O Tribunal Penal Supremo iraquiano retomou nesta segunda-feira o julgamento contra o ex-ditador do Iraque Saddam Hussein e seis de seus antigos colaboradores por genocídio contra os curdos na chamada campanha de Al-Anfal, entre 1987 e 1988. Na sessão desta segunda-feira, a 23ª desde o começo do julgamento, em 25 de agosto, o tribunal deve escutar mais testemunhas sobre a operação. Na última audiência do julgamento, realizada no dia 8 de novembro, o juiz Mohammed Oreibi anunciou que o intervalo entre as sessões servia para dar à equipe da defesa e aos acusados a "última oportunidade" para apresentar a lista de suas testemunhas. O julgamento se refere à denominada "campanha de Al-Anfal", na qual o antigo exército iraquiano bombardeou com armas químicas, em 1987 e 1988, centenas de aldeias do Curdistão do Iraque, onde dezenas de milhares de civis curdos morreram. A defesa de Saddam alega que as mortes ocorreram em combates para reprimir a insurgência separatista curda e para combater os curdos aliados ao Irã, que esteve em guerra com o Iraque entre 1980 e 1988. O caso de Al-Anfal é o segundo processo aberto contra o ex-presidente iraquiano, condenado à morte na forca por crimes contra a humanidade por sua implicação no massacre de 148 xiitas na aldeia de Dujail, ao norte de Bagdá, em 1982.

Agencia Estado,

27 Novembro 2006 | 08h06

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