Recomeçam depoimentos do caso Moussaoui

O agente do FBI Harry Samit, responsável pela prisão do terrorista confesso da Al-Qaeda Zacarias Moussaoui, defendeu-se das acusações de não ter adquirido informações valiosas quando prendeu Moussaoui, considerado um dos mandantes do ataque terrorista de 11 de setembro. Moussaoui foi considerado culpado em abril por conspirar com a Al-Qaeda para seqüestrar os aviões que atingiram as torres gêmeas. Ele também é acusado por outros crimes. Agora o tribunal tenta determinar qual será a sua sentença: a prisão perpétua ou a pena de morte. Para conseguir a pena de morte, os promotores precisam provar que ele foi responsável por pelo menos uma morte no ataque de 11 de setembro. A acusação argumenta que a sua recusa de passar informações para os agentes que o prenderam é o suficiente para responsabilizá-lo. Moussaoui, que é cidadão francês, nega envolvimento com o 11 de setembro e diz que estava treinando para um outro ataque que seria realizado no futuro. O advogado de defesa de Moussaoui, Edward MacMahon, questionou Samit sobre como o governo pode fazer uma busca no hotel de Moussaoui sem conseguir um mandado antes. Samit se defendeu dizendo que em certas circunstâncias agentes podem conduzir buscas contra estrangeiros para depois conseguir o mandado. Mas afirmou que no caso de Moussaoui, ele e seus supervisores determinaram que seria melhor prender o suspeito primeiro. O agente do FBI disse ao tribunal que Moussaoui mentiu para ele, o impossibilitando de conseguir o mandado de busca. Samit afirmou que o FBI teria aberto uma ampla investigação se pudesse ter feito uma busca nos pertences de Moussaoui. O investigador acrescentou que viu-se em uma prisão burocrática porque havia aberto uma investigação de inteligência ao invés de uma investigação criminal, o que o obrigaria a requisitar um mandado de busca com o Departamento de Justiça americano. Embora Samit não tenha conseguido o mandado, ele insistiu que possuía sérias suspeitas de que Moussaoui era um terrorista interessado em seqüestrar uma aeronave.

Agencia Estado,

20 Março 2006 | 17h45

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