Recomeçam panelaços e buzinaços em Buenos Aires

A população de Buenos Aires voltou às ruas nesta quinta-feira à noite, armada de panelas, rojões e buzinas, para reclamar a liberação de seus depósitos bancários semicongelados. Um boato de que os depósitos seriam totalmente imobilizados pelo governo, impedindo o uso dos fundos para compras de bens como casas ou carros, aparentemente teria dado causa aos protestos. Uma passeata saiu do bairro de Almagro, próximo ao centro, em direção à Casa Rosada, sede do governo, na Plaza de Mayo. Como em outras manifestações, foram moradores de bairros tradicionais, como Caballito, Almagro e Belgrano, que impulsionaram a manifestação. Além da Plaza de Mayo, diversos outros pontos da cidade estão tomados pelos manifestantes. Em alguns lugares, manifestantes chegaram a atear fogo em sacos de lixo, para obstruir ruas e avenidas. Pessoas a pé, de carro, nas janelas dos edifícios, nas esquinas, engrossavam a passeata e a carreata. O ?panelaço? acontece espontaneamente, sem nenhuma liderança identificável. Aparentemente, a manifestação crescerá nas próximas horas. Prevê-se muita confusão nas agências bancárias nesta sexta-feira, quando se encerra o feriado bancário e cambial na Argentina, após 21 dias de vigência. A Associação dos Bancos Argentinos (ABA) informou que poderia haver problemas operacionais no atendimento da clientela, devido ao fato de o governo ter implementado as medidas com muito pouco tempo de adaptação para os bancos. Esta sexta-feira será o primeiro teste do peso em relação ao dólar no mercado livre, além de ser o dia em que será divulgada a regulamentação acerca da chamada ?pesificação? das dívidas em dólar. A partir desta sexta, também, será possível sacar dos bancos os salários no valor de até 1500 pesos. Leia o especial

Agencia Estado,

10 Janeiro 2002 | 23h36

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