Reconhecimento da Palestina na Unesco envia sinal a Israel, diz Egito

Decisão no órgão da ONU mostra que israelenses não podem 'ignorar direitos dos palestinos'

Efe

01 de novembro de 2011 | 14h41

CAIRO - O ministro das Relações Exteriores do Egito, Mohammed Amr, afirmou nesta terça-feira, 1º que o reconhecimento do Estado palestino na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) envia um sinal a Israel de que "já não pode continuar com a política de ignorar os direitos legítimos dos palestinos".

 

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Em comunicado, Amr parabenizou a entrada da Palestina como estado membro de pleno direito graças ao voto de 107 dos integrantes da organização durante sua 36ª Conferência Geral.

 

Para Amr, isso "representa um passo importante a favor da reivindicação palestina e reflete o apoio por parte da comunidade internacional aos direitos palestinos legítimos, principalmente, ao direito do povo palestino a estabelecer um Estado livre, independente e soberano".

 

O chefe da diplomacia egípcia expressou sua esperança em que essa decisão sirva para apoiar a solicitação do presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, para o reconhecimento de um Estado palestino na ONU com as fronteiras de 1967, conforme foi solicitado durante a Assembleia-Geral do órgão em setembro. 

 

Nas próximas semanas, os diplomatas palestinos prometem solicitar a adesão a entidades como a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, a Unctad, a Organização da ONU para o Desenvolvimento Industrial, a Organização Mundial da Saúde e a União Internacional de Telecomunicações, todas em Genebra, além do Tribunal Penal Internacional.

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