Reconstrução após terremoto custará US$ 310 bi para ao Japão

Ministro de Economia japonês, Kaoru Yosano, disse que o impacto da tragédia que devastou vastas áreas do nordeste do país será 'limitado' para crescimento econômico

Efe,

23 de março de 2011 | 05h11

TÓQUIO - O governo japonês divulgou nesta quarta-feira, 23, que o custo econômico do terremoto e do posterior tsunami do dia 11 alcançará 25 trilhões de ienes (US$ 310 bilhões), especialmente pelos danos em edifícios e na infraestrutura.

 

O ministro da Economia japonês, Kaoru Yosano, disse que o impacto do grande terremoto que devastou vastas áreas do nordeste do Japão será "limitado" para o crescimento econômico do país.

 

No entanto, fontes governamentais consultadas pelo diário econômico Nikkei manifestaram nesta quarta-feira, 23, que consideram possível que a economia japonesa registre contração na primeira metade do ano fiscal de 2011, que começa em 1º de abril.

 

Para Yosano, o maior problema enfrentado pela economia japonesa são os cortes de energia, que obrigaram a racionar a eletricidade com blecautes cíclicos em algumas cidades, incluindo Tóquio.

O ministro da Economia afirmou que os blecautes não são a melhor opção, já que têm "um impacto significativo na indústria manufatureira".

 

Segundo as estimativas do Governo, os danos materiais deixados pelo tremor serão muito superiores aos 10 trilhões de ienes (US$ 122 bilhões) do grande terremoto de Kobe, que em 1995 matou 6.400 pessoas.

 

O Executivo acredita que o custo causado pela interrupção da distribuição de produtos devido ao terremoto alcançará 250 bilhões de ienes (US$ 3,1 bilhões), segundo o diário Nikkei.

 

As estimativas do governo excluem o custo associado à crise nuclear na usina de Fukushima Daiichi, na costa leste japonesa, apesar de seu impacto estar se estendendo a alimentos nas províncias de Fukushima e Ibaraki e à água corrente de Tóquio.

 

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, está negociando um crédito de 2 trilhões de ienes (US$ 24,7 bilhões) para fazer frente especialmente às despesas relativa à crise nuclear, segundo informou a agência local Kyodo.

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