Reconstrução do território pode chegar a US$ 2 bilhões

Arábia Saudita doará US$ 1 bi, UE diz que só ajudará se Fatah integrar governo; jornalistas relatam destruição

, O Estadao de S.Paulo

20 de janeiro de 2009 | 00h00

Com a Faixa de Gaza se esvaziando de tropas israelenses, autoridades palestinas começaram a fazer os cálculos do prejuízo causado pelas três semanas de guerra. Segundo o Centro de Estatística Palestino, mais de 22 mil construções foram danificadas ou destruídas - quase mil imóveis arruinados por dia de conflito. Ao todo, seriam necessários entre US$ 1,6 bilhão e US$ 2 bilhões para os esforços de reconstrução.Ontem, a Arábia Saudita anunciou que doará, sozinha, US$ 1 bilhão para recompor a infraestrutura de Gaza. A União Europeia afirmou que pretende auxiliar na reconstrução imediatamente, mas indicou que a ajuda não poderá ser fornecida a um governo dominado pelo Hamas. A reconciliação entre o grupo islâmico e o rival Fatah seria um pré-requisito para o investimento da UE e também dos EUA em Gaza, afirmaram diplomatas ocidentais.Em Gaza, a paisagem de destruição impressionou os primeiros jornalistas estrangeiros autorizados por Israel a entrar no território, após 22 dias de bloqueio total à imprensa. O prédio do Parlamento foi completamente destruído, assim como o departamento de engenharia da Universidade Islâmica. Praticamente todos os postos de polícia, força controlada pelo Hamas, foram arrasados, além de mesquitas e centenas de casas e prédios residenciais.Próximo da antiga colônia israelense de Netzarim, abandonada em 2005, vários apartamentos foram parcial ou completamente destruídos pelo fogo de tanques e tropas de Israel. Nos prédios convertidos em postos avançados pelos militares israelenses na ofensiva só restavam os sacos de mantimentos escritos em hebraico. Na principal estrada de Gaza, que corta o território de norte a sul, nenhum veículo nem soldados de Israel eram vistos. Boa parte das ruas e estradas estava destruída.Em Zeitoun, uma das áreas mais atingidas pelos combates, a população começava a deixar suas casas pela primeira vez em três semanas. Algumas lojas abriram as portas a clientes, que buscavam alimentos e bebidas. Apesar da destruição, não foram registrados saques.NYT E THE GUARDIAN

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