Recuperação do Japão pode levar até cinco anos, diz Banco Mundial

Efeitos sobre comércio regional, porém, devem ser apenas temporários

BBC

21 de março de 2011 | 17h18

 

WASHINGTON - A reconstrução do Japão após o terremoto seguido de tsunami em 11 de março pode levar até cinco anos, ante um prejuízo que pode chegar a US$ 235 bilhões (cerca de R$ 392 bilhões), informou um relatório do Banco Mundial divulgado nesta segunda-feira, 21.

 

Veja também:

blog Twitter: Siga a correspondente Cláudia Trevisan, que está no Japão

especial Infográfico: Entenda o terremoto maiores tragédias dos últimos 50 anos

especial Especial: A crise nuclear japonesa

documento Relatos: envie textos, vídeos e fotos para portal@grupoestado.com.br

som Território Eldorado: Ouça relato do embaixador e de brasileiros no Japão

mais imagens Galeria de fotos: Tremor e tsunami causam destruição

blog Arquivo Estado: Terremoto devastou Kobe em 1995

 

O terremoto e o tsunami, seguidos de uma crise nuclear ainda em curso, prejudicaram as cadeias produtivas de indústrias automotivas e eletrônicas. Além disso, "os danos ocorridos em habitações e infraestrutura foram sem precedentes", diz o relatório.

O número de mortos, que pode chegar a 15 mil, e os prejuízos devem ser mais do que o dobro dos causados pelo terremoto de Kobe, em 1995. As companhias de seguros devem arcar com apenas uma pequena parte dos custos, deixando a maioria do prejuízo a ser coberta pelo governo e pela população, aponta o documento.

Em contrapartida, a conclusão do relatório é que o impacto da tragédia no crescimento japonês provavelmente será "temporário" e terá efeito "limitado" na economia regional.

'Esforço acelerado'

"A experiência passada do Japão sugere um esforço acelerado de reconstrução", diz comunicado do Banco Mundial. "Neste ponto, esperamos que o impacto econômico do desastre no leste asiático seja de razoável curta duração. No futuro imediato, o maior impacto será em comércio e finanças."

O relatório estima que a tragédia vai reduzir em 0,5 ponto percentual o crescimento econômico japonês de 2011, mas calcula que o país volte a crescer na segunda metade do ano.

Um problema-chave de curto prazo a ser combatido no país é a inflação, estimulada pelos aumentos nos preços de commodities e alimentos. Mas, diz o banco, "se o terremoto de Kobe serve como guia histórico, o comércio japonês foi reduzido por apenas alguns trimestres".

 

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.