ERIC FEFERBERG/AFP
ERIC FEFERBERG/AFP

Recuperação dos corpos das vítimas será lenta, diz premiê da França

PARIS - A investigação sobre a queda do Airbus A320 da Germanwings, nos Alpes da França, será longa e a recuperação dos corpos das 150 vítima será "extremamente difícil", afirmou nesta quarta-feira, 25, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls.

O Estado de S. Paulo

25 Março 2015 | 11h24

De acordo com o premiê, o avião foi "pulverizado" no acidente, o que fará o trabalho dos médicos forenses ser "longo e difícil". "A operação vai durar vários dias porque deve-se levar em consideração as condições extrema da topologia da montanha onde o avião caiu", explicou Valls.

No centro de comando montado em Seyne-les-Alpes, a poucos quilômetros do local do acidente, o coordenador das buscas com helicópteros, Xabier Roy, afirmou estar "quase completamente descartada" a possibilidade de que algum corpo seja recuperado ainda nesta quarta.

Roy explicou que as condições no local do acidente estão ainda mais difíceis nesta quarta-feira em razão da chuva que caiu durante a noite e deixou o terreno escorregadio. "A prioridade agora é a busca de indícios (para explicar o acidente) e, nesse sentido, é importante encontrar a segunda caixa-preta."

A procuradoria de Marselha, responsável pela investigação da queda do avião, espera que as informações extraídas da caixa-preta localiza ainda na terça-feira - com a gravação da conversas na cabine do avião - possam apontar elementos que expliquem o que aconteceu com o Airbus.

Brice Robin, o procurador responsável pelo caso, disse esperar que uma primeira análise da caixa-preta esteja disponível já no fim desta quarta-feira. "No entanto, as análises complementares demorarão vários dias". / EFE

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