Recuperada caixa preta de avião que derrapou em Honduras

Objeto já está com as autoridades hondurenhas, que o passarão aos responsáveis pela investigação

EFE

01 de junho de 2008 | 03h30

O presidente executivo da linha aérea salvadorenha Taca, do avião que saiu da pista ao aterrissar no aeroporto de Tegucigalpa na sexta, disse que a caixa preta da aeronave já foi encontrada. Segundo Roberto Kriete, o objeto já está com as autoridades hondurenhas, que o passarão aos responsáveis pela investigação. O acidente deixou cinco mortos e dezenas de feridos. Uma das vítimas fatais foi Janet Chantal Neele, esposa do embaixador do Brasil em Honduras, Brian Michael Fraser Neele - que ficou ferido. O embaixador e sua esposa retornavam a Tegucigalpa após terem assistido na última quinta-feira, em San Salvador, à Cúpula América Central-Brasil, que contou inclusive com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Kriete também anunciou seu total apoio à decisão do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, de fechar o aeroporto Toncontín para vôos internacionais por conta dos riscos. A pista é considerada curta, com cerca de 1,3 quilômetro. A caixa preta registra detalhes do funcionamento dos componentes mecânicos e eletrônicos da aeronave durante o vôo. O avião, um Airbus A320-233, vinha com 124 passageiros e 11 tripulantes e saiu da pista do aeroporto internacional Toncontín de Tegucigalpa após aterrissar, caindo em uma avenida bastante movimentada, destruindo pelo menos dois automóveis. A aeronave ficou partida em três pedaços, e seus dois motores se desprenderam. Um incêndio foi evitado pelos bombeiros, que retiraram os passageiros do avião. Morreram no acidente também o piloto do avião, o salvadorenho César D'Antonio, e o presidente do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE), Harry Brautigam. As outras duas vítimas foram os hondurenhos Josué Rolando Aguilar e Gustavo Tróchez, que morreu dentro de seu veículo. Kriete disse que 45 das 75 pessoas que foram hospitalizadas seguem internadas, sendo quatro delas em estado crítico - um deles é o co-piloto, José Artero. Segundo o presidente executivo da Taca, a causa do acidente só será conhecida em até dois meses. Ele aproveitou para descartar as especulações que apontam um possível erro humano ou problemas decorrentes do clima.

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