Recuperados mais 14 corpos soterrados nas Filipinas

Membros das equipes de resgate recuperaram neste domingo 14 cadáveres no vilarejo sepultado por um deslizamento de terra na sexta-feira. Voluntários, com a ajuda de cães farejadores, escavaram hoje a área onde ficava a escola primária soterrada, sem encontrar indícios de sobreviventes dois dias após a tragédia. Estima-se que na escola havia entre 250 e 300 pessoas, incluindo alunos e professores.As autoridades confirmaram 72 mortes, mas praticamente não havia esperança de se encontrar sobreviventes no vilarejo de Guisangon, na Ilha de Leyte, região central das Filipinas. O Serviço de Proteção Civil informou que há 1.420 desaparecidos. Mas os políticos locais e os membros das equipes de socorro dizem que os desaparecidos chegam a 3 mil. Pelo menos 410 moradores do vilarejo sobreviveram.A busca de sobreviventes concentrou-se na escola por causa das versões de que algumas pessoas em seu interior tinham enviado mensagens de texto por telefones celulares a seus parentes depois que parte de uma montanha desabou sobre o vilarejo, deixando uma capa de lodo avermelhado de até 10 metros de altura.Cerca de 30 marines (fuzileiros navais americanos) juntaram-se aos trabalhos de buscas na escola, prometendo escavar a noite toda, com a ajuda de lanternas, para tentar encontrar algum sobrevivente.Navios militares americanos, que transportavam cerca de mil marines, chegaram hoje à costa da Ilha de Leyte para ajudar nos esforços de resgate dos corpos e vários helicópteros decolaram dos barcos e seguiram para a zona do desastre.As autoridades filipinas informaram hoje que cinco pessoas morreram em outro deslizamento de terra que sepultou várias casas no sul das Filipinas.O deslizamento ocorreu no sábado à noite no povoado de Bayong, na Província de Zamboanga do Sul, cerca de 760 quilômetros ao sul de Manila. Segundo o comandante Gamal Hayudini, possivelmente havia dez pessoas em duas das casas soterradas e provavelmente todas morreram.A tragédia em Guisanugon provocou respostas imediatas da comunidade internacional, com o envio de equipes especializadas da Malásia e Taiwan.A Organização Mundial de Saúde (OMS) ofereceu ajuda médica e humanitária, a Cruz Vermelha Internacional doará US$ 152 mil, enquanto que a Austrália prometeu doar US$ 740 mil. Segundo a agência de notícias Nova China, o governo de Pequim doará US$ 1 milhão em ajuda.

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