Refém alemã é liberada por insurgentes no Iraque

Filho de Hannelore Krause permanece em poder dos seqüestradores desde fevereiro

Efe

11 Julho 2007 | 09h33

A alemã Hannelore Krause, seqüestrada com seu filho no Iraque há seis meses, foi liberada, mas ele continua nas mãos de seus seqüestradores, informou nesta quarta-feira, 11, o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Walter Steinmeier.Hannelore Krause e seu filho Sinan, de 20 anos, foram seqüestrados no último dia 6 de fevereiro pelas Brigadas das Setas da Justiça. Segundo a rede de televisão N-TV, a mulher, de 62 anos, se encontra na embaixada alemã em Bagdá.Em sua breve declaração sobre a libertação de Krause, Steinmeier não comentou os detalhes da libertação e também não revelou se foi pago algum resgate."Nós nos sentimos aliviados pela libertação de Hannelore Krause, mas nos preocupamos com o destino de seu filho", lamentou o ministro. Ele afirmou que o governo continuará fazendo o que puder para que o refém seja posto em liberdade "em segurança e o mais rápido possível".O seqüestro foi tratado desde o primeiro momento pelo governo alemão com a máxima discrição. Nos 155 dias de cativeiro, os seqüestradores repetidas vezes ameaçaram matar os reféns. O ultimato expirou em 14 de maio. Como nas ocasiões anteriores, os seqüestradores exigiam a retirada das tropas alemãs do Afeganistão.Até 14 de maio, o governo alemão garantia não ter conseguido estabelecer contato com os seqüestradores, o que aumentava a suspeita de que o seqüestro tinha uma motivação política e não criminosa.Os porta-vozes oficiais ainda insistiram desde o primeiro instante que a Alemanha "não cederá à chantagem nem retirará suas forças do Afeganistão".

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