Taleban via AP
Taleban via AP

Refém americana libertada é internada no Canadá

Caitlan Coleman, que ficou cinco anos em cativeiro com sua família, foi levada às pressas para um hospital após chegar a seu país

O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2017 | 19h40

OTTAWA - A americana Caitlan Coleman foi levada às pressas para um hospital alguns dias depois de ter sido libertada com sua família após terem ficado cinco anos nas mãos dos sequestradores ligados ao Taleban, relatou a mídia local.

Taleban nega ter matado filha de refém canadense libertado após cinco anos

Família sequestrada no Afeganistão em 2012 é libertada por forças paquistanesas

A emissora canadense CTV, citando seu marido Jonathan Boyle, informou na terça-feira, 17, que Coleman foi "levada às pressas para o hospital" na segunda. Não foram fornecidos mais detalhes sobre sua doença, mas Boyle afirmou a CTV que "ele e seus três filhos estão ao seu lado".

A reportagem não encontrou Boyle para para fazer comentários. Funcionários do hospital não confirmaram que Caitlan tenha dado entrada, citando leis de privacidade.

Caitlan, Boyle e seus três filhos - todos nascidos no cativeiro - foram libertados pelas tropas paquistanesas há uma semana. O casal foi sequestrado pela rede Haqqani, ligada ao Taleban, em uma área remota do Afeganistão em 2012.

Em sua chegada a Toronto na sexta-feira, Boyle disse que os sequestradores assassinaram sua filha e estupraram Caitlan em 2014. O Taleban negou todas as acusações, dizendo que a morte do bebê aconteceu por um “aborto” natural.

“Durante sua detenção e até sua libertação, o marido e a mulher nunca estiveram separados, precisamente para não alimentar as suspeitas”, anunciaram os taleban em comunicado de seu porta-voz, Zabihulah Mujahid, publicado na internet. 

Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro paquistanês, Shahid Khagan Abbasi, informou que o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, ligou para ele para felicitar o Paquistão pelo resgate. “Pence agradeceu ao governo do Paquistão e elogiou o profissionalismo do Exército e as agências de inteligência por sua rápida resposta e resgate segurdo da americana Caitlan Coleman, seu mario Joshua Boyle e seus três filhos.” / AFP e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.