Refém de Ohio sofreu 5 abortos, diz polícia

A promotoria pode pedir pena de morte para Ariel Castro, o homem acusado de sequestrar em manter em cativeiro três mulheres em sua própria casa durante uma década. A polícia o acusou de ter engravidado uma delas pelo menos cinco vezes e provocado abortos ao deixá-la sem comida e dar socos em sua barriga.

Agência Estado

10 de maio de 2013 | 09h01

As acusações fazem parte de um relatório da polícia que diz também que uma das mulheres, Amanda Berry, foi forçada da dar à luz numa piscina plástica infantil.

O promotor Timothy McGinty disse nesta quinta-feira que seu escritório vai decidir se vai acusá-lo por homicídio qualificado, que pode ser punido com a morte em razão das gravidezes que foram interrompidas à força.

"A pena capital deve ser reservada para aqueles que realmente cometeram os piores exemplos de conduta humana", disse ele. "A realidade é que ainda temos criminosos brutais em nosso meio que não têm respeito pela lei nem pela vida humana."

McGinty disse que Castro será acusado por cada ato de violência sexual, agressão e outros crimes cometidos contra as mulheres, dando a entender que as acusações podem chegar às centenas, senão aos milhares.

Amanda Berry, que atualmente tem 27 anos, disse aos oficiais que foi forçada a dar à luz numa piscina plástica para que fosse mais fácil limpar o local. Berry disse que sua filha, agora com 6 anos, e as outras duas mulheres não passaram por um médico durante todo o período de cativeiro.

Michelle Knight, de 32 anos, revelou que suas cinco gravidezes foram interrompidas depois de Castro a deixar passar fome por pelo menos duas semanas e "ter repetidamente socado sua barriga até que ela abortasse". Ela contou também que Castro a forço a fazer o parto de Berry sob ameaça de morte caso a criança morresse. Knight disse que quando a recém-nascida parou de respirar, ela a reavivou com respiração boca-a-boca.

As três mulheres disseram que Castro as acorrentou no porão, mas por fim permitiu que elas vivessem no segundo andar da cada. Todas elas contaram uma história parecida sobre o sequestro, ocorrido após aceitarem uma carona de Castro.

Anos antes de sequestrar as mulheres, Castro aterrorizou a mãe de seus filhos, espancando-a e prendendo-a dentro de casa, informaram seus parentes em entrevistas concedidas na quinta-feira à Associated Press.

Parentes de Grimilda Figueroa, que se separou de Castro muitos anos atrás e que morreu no ano passado, após uma longa doença, o descrevia como um "monstro". Uma vez ele a empurrou para dentro de uma caixa de papelão e fechou a tampa, disse Elida Caraballo, irmã de Grimilda. "Ele disse para ela ficar ali até que ele mandasse que ela saísse", declarou ela. As informações são da Associated Press.

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