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Refém do Hamas, israelense fez diário e exercício em bicicleta

Detalhes sobre cativeiro de Gilad Shalit, trocado por 1.027 palestinos 5 anos após ser capturado, começam a ser revelados

O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2011 | 03h02

TEL AVIV - Ao longo dos mais de cinco anos que passou incomunicável no cativeiro, o soldado israelense Gilad Shalit recebeu uma bicicleta ergométrica para se exercitar, um pequeno rádio de pilha por meio do qual acompanhava as notícias em Israel, além de papel e caneta para escrever um diário e desenhar.

 

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Os primeiros detalhes da vida de Shalit nas mãos do Hamas foram revelados ontem por uma fonte do governo israelense à agência Reuters. Segundo a autoridade, a facção palestina que controla Gaza "tinha interesse em manter (o soldado) em boa forma". "Por isso eles fizeram o que podiam, deram-lhe uma bicicleta ergométrica e comida."

Segundo os médicos que examinaram Shalit logo após sua libertação, ele estava subnutrido e com problemas nos ferimentos causados durante sua captura. A falta de sol - ele foi mantido em um quarto todo o tempo - também teria lhe provocado problemas de saúde.

A autoridade que conversou em condição de anonimato com a Reuters disse que ele teve forte depressão.

O soldado israelense foi trocado por 1.027 presos palestinos no mês passado, quase seis anos após ter sido capturado dentro de Israel por militantes da Faixa de Gaza. À época, ele tinha 19 anos. Shalit ficou totalmente incomunicável em um local não identificado dentro do território palestino.

Em troca do soldado, no dia 18 de outubro, Israel libertou 477 presos palestinos - incluindo vários militantes condenados à prisão perpétua por planejar e executar atentados contra civis. Até o fim do ano, mais 550 palestinos serão libertados.

O acordo entre Israel e o Hamas foi mediado pelo Egito, com ajuda da Alemanha.

Shalit também teria aprendido a se comunicar em árabe, embora seus captores falassem com ele em hebraico. "(Os militantes que cuidavam do cativeiro) faziam refeições e interagiam com ele (Shalit)", disse Saleh al-Arouri, oficial de alto escalão do Hamas. "O objetivo era manter sua boa condição mental". / REUTERS

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