Refém do Taleban apela por ajuda

Sul-coreana diz, em telefonema, que os 22 cristãos cativos estão doentes; novo ultimato do grupo radical vence hoje

Reuters e AP, Cabul, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2027 | 00h00

Uma refém do Taleban lançou ontem um apelo por ajuda, enquanto o grupo radical islâmico dava um novo prazo para a libertação de alguns de seus combatentes detidos em prisões afegãs em troca dos sul-coreanos seqüestrados na semana passada. O porta-voz taleban, Qari Yousef Ahmadi, disse que os reféns serão mortos se as exigências não forem atendidas até o meio-dia de hoje (4h30 de Brasília).Em declarações por telefone a um repórter afegão, divulgadas pela rede BBC, uma refém sul-coreana que se identificou como Yo Syun-ju pediu ajuda para obter a libertação do grupo. Ela disse que todos os reféns estão doentes. "Diga a eles (as autoridades) que façam algo para conseguir nossa libertação", declarou, em uma entrevista concedida na presença de militantes taleban. "Estamos detidos em condições muito difíceis."O novo prazo foi dado um dia após o assassinato de um dos 23 missionários cristãos sul-coreanos seqüestrados na semana passada quando seguiam de ônibus de Cabul para a cidade sulista de Kandahar. O refém morto, identificado como Bae Hyung-kyu, de 42 anos, levou dez tiros na cabeça, costas e estômago. O governo da Coréia do Sul manifestou ultraje pelo assassinato.Após informações conflitantes divulgadas na quarta-feira por funcionários afegãos e ocidentais de que oito reféns tinham sido libertados, o porta-voz da presidência sul-coreana, Chun Ho-sun, disse ontem acreditar que os 22 missionários ainda estão no cativeiro. "O Taleban não está pedindo dinheiro. Queremos apenas trocar os coreanos por prisioneiros", disse Ahmadi. Segundo o porta-voz taleban, os 22 reféns sul-coreanos - entre eles 18 mulheres - foram divididos em pequenos grupos.O presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, falou ontem por telefone com seu colega afegão, Hamid Karzai, e os dois concordaram em cooperar para obter a libertação do reféns, mas sem uma operação militar.

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