Refém norte-americano é morto no Iêmen

Um fotojornalista norte-americano mantido refém por militantes da Al-Qaeda no Iêmen foi morto durante uma tentativa fracassada de resgate, segundo informou sua irmã neste sábado. Lucy Somers disse à Associated Press que foi informada da morte do irmão Luke Somers, de 33 anos, por agentes do FBI, a polícia federal dos EUA. "Pedimos que todos os membros da famílias possam passar por esse momento de luto em paz", afirmou.

AE, Estadão Conteúdo

06 de dezembro de 2014 | 07h38

A facção da Al-Qaeda no Iêmen, chamada de Al-Qaeda da Península Arábica, publicou um vídeo na última quinta-feira mostrando Somers e ameaçando matá-lo se os EUA não atendessem às demandas do grupo em três dias. Ele havia sido sequestrado em setembro de 2013, em Sanaa, capital do Iêmen.

A notícia da tentativa fracassada de resgate surge após um suposto ataque com drones dos EUA ter matado nove militantes da Al-Qaeda, também neste sábado, segundo fontes do setor de defesa. O ataque ocorreu ao amanhecer, na província de Shabwa, no sul do país. Outros seis militantes já haviam sido mortos na mesma região no mês passado.

Em um vídeo publicado na internet neste sábado, antes da confirmação da morte, Lucy descreve o irmão como "um romântico que sempre acreditou no melhor das pessoas". Falando diretamente aos sequestradores, ela pedia: "por favor, deixem ele viver". O pai de Luke, Michael, também pediu a libertação dele, a quem chamou de "bom amigo do Iêmen e do povo iemenita".

Em um discurso na última quinta-feira, o secretário de imprensa do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, reconheceu pela primeira vez que uma missão dos EUA no mês passado tentou resgatar Somers, mas depois descobriu-se que ele não estava no local, perto da fronteira do Iêmen com a Arábia Saudita. Mesmo assim, outros oito reféns (incluindo iemenitas, um saudita e um etíope) foram libertados. Aparentemente Somers, um britânico e outros quatro reféns haviam sido transferidos dias antes. Fonte: Associated Press.

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