Refém sequestrada pela Al-Qaeda se converte ao islamismo

Voluntária de ONG espanhola foi liberada na Mauritânia; dois homens continuam em poder dos sequestradores

Associated Press,

12 de março de 2010 | 21h10

Um ramo da Al-Qaeda no norte da África informou nesta sexta-feira, 12, que decidiu liberar uma mulher espanhola que foi refém do grupo por 100 dias na Mauritânia porque ela se converteu voluntariamente ao islã.

 

Em um comunicado divulgados por páginas dos militantes na Internet, a Al-Qaeda do Magreb Islâmico afirmou, sem dar maiores detalhes, que motivos de saúde também foram levados em conta para aprovarem a liberação da assistente Alicia Gámez.

 

"A mulher espanhola se converteu ao Islã de maneira voluntária assim que os combatentes a mostraram o islamismo e seus ensinamentos. A mulher tomou o nome de Aicha", afirmou o breve comunicado.

 

Alicia, de 35 anos, e outros dois colegas seus, que ainda estão em poder da milícia, eram voluntários da ONG Barcelona Ação Solidária.

 

Os três foram sequestrados por homens armados em 29 de novembro quando entregavam ajuda humanitária em populações pobres da Mauritânia.

 

Uma fotografia que acompanhava o comunicado de sexta mostrava três homens armados de pé atrás de Gámez e dos outros dois reféns. Gámez aparece na foto com um véu cobrindo sua cabeça.

 

A mulher foi libertada na quinta-feira e chegou em sua casa no mesmo dia, onde foi recebida por familiares e amigos assim que saiu do avião da Força Aérea Espanhola que a trouxe da África.

 

A imprensa local informou que os sequestradores exigiram um resgate e a liberação de alguns militantes presos na Mauritânia.

 

A vice-presidente espanhola, María Teresa Fernández de la Vega, afirmou na quinta que não se pagou nenhum resgate.

 

"Dizemos ao governo espanhol que esta medida positiva exige que vocês respondam rapidamente a nossas demandas legítimas", acrescentou o comunicado do grupo na Internet.

 

A divisão da Al-Qaeda no norte da África, formada há três anos, continua pequena e parcialmente ilhada, ao agregar apenas 200 militantes, refugiados no vasto deserto do norte de Mali.

 

Até agora, a Al-Qaeda no Magreb se limitou a fazer sequestros em seus esforços de levar a jihad à todo o mundo, mas as autoridades norte-americanas advertiram que o grupo está ficando mais ativo e atraindo novos recrutas.

Tudo o que sabemos sobre:
Al-QaedaMagrebsequestroMauritânia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.