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Clayton de Souza / Estadão
Clayton de Souza / Estadão

Reféns do Sendero Luminoso são resgatados no Peru, entre eles 26 crianças

Jovens que nasciam no acampamento eram doutrinados conforme a ideologia maoísta da organização terrorista e depois integradas à atividade subversiva

O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2015 | 17h32

LIMA - A polícia e as Forças Armadas do Peru recuperaram 39 pessoas, entre elas 26 crianças, que se encontravam em uma floresta sob o suposto domínio da organização terrorista Sendero Luminoso, informou na segunda-feira, 27, o vice-ministro peruano de Políticas para a Defesa do Ministério da Defesa (Mindef), Ivan Vega.

O funcionário explicou à emissora "Canal N" que as pessoas resgatadas estavam em um acampamento situado no município de San Martín de Pangoa, na região de Junín e dentro da área denominada como o Vale dos Rios Apurímac, Jan e Mantaro (Vraem).

Vega afirmou que as crianças tinham entre 1 e 14 anos de idade, e detalhou que havia pessoas no grupo sequestradas há 25 anos de um convento na cidade de Puerto Ocopa. "Muitas destas crianças nasceram ali e foram geradas por estupros cometidos pelos senderistas contra as reféns", afirmou Vega.

O vice-ministro garantiu que os membros do Sendero Luminoso utilizam as mulheres jovens para procriar e trabalhar no "acampamento de produção", dedicado ao cultivo de alimentos e à criação de animais para o sustento dos subversivos. As crianças nascidas no acampamento são doutrinadas conforme a ideologia maoísta da organização terrorista e, posteriormente, são integradas à atividade subversiva, disse Vega.

"O líder terrorista José Quispe Palomino deve entender que a população civil não pode estar submetida como escravos. Não há nenhum peruano escravo e o governo não vai permitir isso", afirmou o vice-ministro.

Vega informou que as pessoas resgatadas do suposto acampamento do Sendero Luminoso serão transferidas à cidade de Mazamari, também na região de Junín, para tentar encontrar seus parentes que vivem em municípios situados fora do Vraem. Os menores sem tutores conhecidos até o momento ficarão sob a custódia do Ministério da Mulher e Populações Vulneráveis (Mimp).

O principal remanescente do Sendero Luminoso segue atuando no Vraem, uma extensa região de floresta de altitude que o governo mantém sob "estado de emergência", já que nesse local também estão os maiores cultivos ilegais de folha de coca do país. / EFE


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