Reféns negam versão de resgate com mortes no Egito

Um grupo de turistas europeus e de egípcios seqüestrados no deserto do Saara foi abruptamente libertado após uma ligação telefônica para um dos seqüestradores. O relato foi feito hoje por reféns, contradizendo versões de funcionários de segurança egípcios sobre um suposto resgate dramático, com tiros e seqüestradores mortos.No hospital, o motorista egípcio Hassan Abdel Hakim, de 45 anos, relatou o fim do caso. "Eles falaram para todos os egípcios ficarem em linha e puxaram o gatilho de suas armas, e naquele momento pensamos que estávamos mortos", disse. "De repente o homem nos disse para pegar um dos carros e partir. Havia 19 reféns apertados em um carro, alguns na parte de cima."Segundo o motorista, os reféns tinham um GPS para seguirem na direção correta, até encontrarem forças egípcias especiais. Michele Barrera, um italiano de 71 anos, confirmou a versão do motorista. "Não foi nada dramático, eles apenas gritaram ''vai, vai, vai'' e nos enfiaram em um carro, deixando que partíssemos", afirmou. Havia cinco italianos, cinco alemães e um romeno que foram seqüestrados junto com oito trabalhadores egípcios no dia 19 de setembro.Hakim afirmou que os seqüestradores eram africanos étnicos e falavam em uma linguagem incompreensível para os reféns. Quando se comunicavam com os egípcios, falavam mal o árabe. Segundo o egípcio, eles pareciam ser muçulmanos, pois jejuavam e rezavam durante o Ramadã, mês sagrado da religião.

AE-AP, Agencia Estado

30 de setembro de 2008 | 14h25

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