Refinarias aderem à greve na França

Paralisação contra reforma no sistema previdenciário entra no quarto dia consecutivo

Agência Estado

15 de outubro de 2010 | 09h15

 

PARIS - Funcionários de todas as 12 refinarias da França fazem greve nesta sexta-feira, 15, informam sindicatos e a diretoria desses estabelecimentos industriais. Os trabalhadores protestam contra um plano do governo para reformar o sistema previdenciário a fim de cortar gastos e equilibrar o orçamento público.

 

Centenas de postos de gasolina da França estavam sem combustível hoje, informou a União de Importadores de Petróleo Independentes (UIP). Alexandre de Benoist, um representante dessa entidade, disse que vários postos estão fechados pois "não há reposição" dos combustíveis. Segundo ele, porém, "menos de 10%" dos 12.500 postos da França estão parados.

 

As refinarias de Port-Jerome Gravenchon, no noroeste francês, e de Reichstett, no leste, uniram-se hoje à greve. O fluxo de combustível para os principais aeroportos de Paris foi interrompido por causa da falta do produto. O sindicato CFDT informou que os trabalhadores em Reichstett também exigiam respostas sobre o futuro da refinaria do grupo suíço Petroplus, que tenta vender as instalações.

 

Uma ala da central sindical CGT informou que as refinarias francesas não viam a ação industrial no setor tão prejudicada desde os famosos protestos de 1968. A polícia francesa se mobilizava para reabrir os depósitos de combustível, mas os manifestantes faziam novos piquetes em outros centros de distribuição, causando o temor de mais casos de falta do produto.

 

Os principais sindicatos da França aumentaram a pressão contra a reforma previdenciária, pedindo que seus membros realizem a quinta de uma série de greves e manifestações na próxima terça-feira. O último protesto nacional, no dia 12, levou mais de 1 milhão de pessoas às ruas. Outro dia de manifestações está marcado para amanhã, mas o governo do presidente Nicolas Sarkozy não dá sinais de que pretende recuar da reforma previdenciária.

 

Um dos principais pontos da reforma é o aumento da idade para a aposentadoria no país, de 60 para 62 anos. Os trabalhadores reclamam que estão arcando injustamente com os custos do desequilíbrio orçamentário, mas o governo diz que as mudanças são imprescindíveis. As informações são da Dow Jones.

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