Reforço dos EUA no Iraque pode retornar em setembro

O comandante das forças americanas no Iraque, general George Casey, afirmou nesta sexta-feira que o início da retirada do reforço militar que será enviado ao país poderá começar no "final do verão" (de junho a setembro, no hemisfério norte), caso a segurança em Bagdá melhore."Eu acredito que as projeções apontam para o final do verão", disse Casey, que acrescentou: "Acho que só a partir daí estaremos em um ponto em que as pessoas em Bagdá se sentirão seguras em suas vizinhanças".Em uma entrevista coletiva concedida ao lado do secretário de Defesa americano, Robert Gates, na cidade de Basra, Casey explicou que a principal missão dos cerca de 20 mil soldados adicionais a serem enviados nos próximos meses pelo presidente americano, George W. Bush, seria ajudar as forças iraquianas a assumirem o controle de Bagdá.Gates iniciou uma viagem-supresa pelo Oriente Médio nesta sexta-feira.O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, prepara-se para lançar uma grande operação de segurança na capital. O plano é descrito por muitas pessoas como a última chance de deter a violência sectária responsável por empurrar o país rumo a uma guerra civil."Independente da visão sobre como chegamos a este ponto, aqui no Iraque, neste momento decisivo, há um consenso generalizado de que um fracasso seria uma calamidade para os interesses nacionais dos EUA e para os interesses de muitos outros países", disse Gates. "Em vista do que está em jogo, o fracasso não é uma opção."Segundo Casey, Bagdá não poderia ser controlada da noite para o dia. O general disse que espera ver um avanço gradual dentro dos próximos 60 ou 90 dias, mas que os moradores da capital só se sentiriam seguros no final do verão.Os comandantes das forças americanas poderiam então discutir sobre se os EUA estariam em condições de dar início à retirada de seus soldados do Iraque."Acredito que as projeções apontam para o final do verão", afirmou. "Vamos começar a pensar sobre isso antes dessa data, mas apenas no final do verão vamos ver os resultados e, então, estaremos aptos a tomar decisões nesse sentido."Gates estava em Basra como parte de uma viagem-surpresa que também deve levá-lo para o Afeganistão e a Arábia Saudita. Essa foi a segunda visita dele ao Iraque em um mês.

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