Reforma da imigração nos EUA é bem recebida

A aprovação do projeto de reforma da imigração pelo Senado dos Estados Unidos, que abre a porta para a legalização de milhões de estrangeiros, foi recebida com alegria nos países de onde saiu a maioria dos imigrantes. O projeto, entretanto, ainda precisa ser harmonizado com outro, mais duro, aprovado em dezembro pela Câmara de Representantes. "É um dia de alegria, um dia histórico", disse o presidente do México, Vicente Fox, que recebeu a notícia em Sacramento, na Califórnia. Dos 12 milhões de imigrantes em situação irregular nos EUA, a estimativa é de que 5 milhões sejam mexicanos. O presidente dos EUA, George W. Bush, elogiou o Senado e ressaltou que, para que a reforma seja efetiva, deve proteger as fronteiras, responsabilizar os patrões pelos trabalhadores quecontratam, criar um programa de trabalhadores temporários, atender às necessidades da economia e resolver o problema de milhões de imigrantes ilegais. Nos EUA, grupos religiosos, empresariais e comunitários reagiram bem à iniciativa, aprovada por 62 votos a 36. O secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutiérrez, de origem cubana, aplaudiu "o valente passo" do Senado, que, segundo disse,"se aproxima de uma reforma integral". Muros Para Jorge Castañeda, ex-chanceler mexicano, o projeto aprovado abre "portas de entrada" para a imigração. Portanto, "os muros não vão atrapalhar". Uma das medidas incluídas na reforma é a construção de muros e barreiras na fronteira com o México, além do envio de milhares de soldados da Guarda Nacional. O presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca, declarou que a proposta aprovada "não é perfeita", mas é positiva. Ele considerou o texto "um passo à frente numa longa batalha" em defesa dossalvadorenhos que vivem nos EUA. O chanceler da Guatemala, Jorge Briz, considerou "abrangente" o projeto de lei, que achou positivo para os imigrantes guatemaltecos. Briz disse que o presidente da Guatemala, Oscar Berger,viajará aos EUA e que tem muito interesse em visitar os guatemaltecos que vivem no país "para manifestar o apoio de seu governo". O vice-chanceler de Honduras, Enrique Reina, disse que a proposta tem aspectos positivos, mas se preocupou com os custos do programa de legalização de imigrantes. "Em princípio vejo com preocupação o tema dos custos, porque às vezes a situação dos imigrantes é precária", comentou.

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