Reforma da ONU deve ser acelerada, diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que há um crescente consenso internacional sobre a necessidade de acelerar o processo de reforma das Nações Unidas, com a inclusão de novos membros permanentes no Conselho de Segurança, entre eles o Brasil. O primeiro ministro britânico, Tony Blair, manifestou nesta manhã seu apoio à candidatura do Brasil ao Conselho de Segurança e sua disposição de trabalhar por um ampla reforma do organismo multilateral. Outros países, como a França, Rússia, Alemanha, também já apoiaram a entrada do Brasil como membro permanente no conselho de segurança. Amorim, após se reunir com o ministro das relações exteriores do Reino Unido, Jack Straw, evitou qualificar a importância do apoio britânico à candidatura brasileira. ?Apoio não se qualifica, se agradece?, disse. Mas, segundo ele, os dois países têm ?conceitos sobre as reformas muito similares?. Amorim salientou que existe atualmente um clima propício à reforma da ONU. ?A gente reforma uma casa não quando ela está em ordem, mas sim quando apresenta problemas?, disse o ministro. Segundo ele, o ?atual conceito econômico-social da ONU é anacrônico e precisa ser ajustado?, para a nova realidade mundial. ?É preciso discutir como a ONU vai lidar a questão do terrorismo, das intervenções militares e uma infinidade de outros temas?, disse. Segundo Amorim, o ritmo da reforma da ONU vai depender da vontade política dos líderes mundiais. ?O trabalho da comissão da ONU que trata da reformas há dez anos já se esgotou?, disse. ?É preciso que os líderes façam o que devem fazer, ou seja, exerçam a sua liderança.?

Agencia Estado,

14 Julho 2003 | 10h04

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