Reforma econômica 'real' é a única solução para Cuba, dizem dissidentes

Opositores pedem avanços civis e políticos pelo fim da crise pela qual o país passa

Efe

15 de fevereiro de 2011 | 21h04

HAVANA - Vários dissidentes políticos de Cuba criticaram nesta terça-feira, 15, as limitações do plano de reformas promovido pelo governo de Raúl Castro e reclamaram uma "abertura econômica real" como a "única e definitiva solução" à grave crise pela qual a ilha passa.

 

Um grupo de 15 opositores cubanos apresentou dois documentos com alternativas econômicas, sociais e polícias ao processo de "atualização" colocado em prática pelo governo de Cuba e que deve ser ratificado no próximo congresso do Partido Comunista, a ser realizado em abril.

 

"Sem uma liberdade econômica decidida e sem a ampliação ilimitada do setor privado com negócios de todas as dimensões não será possível resolver a situação atual, que só tende a se agravar", disse o economista Arnaldo Ramos, opositor do chamado Grupo dos 75. Para ele, a ampliação da iniciativa privada planejada pelo governo carece de uma "base real" por falta de recursos para financiamento, por exemplo.

 

Nos documentos apresentados - "Futuro para Cuba" e "Até quando?" - os dissidentes propõem também reformas sociais e políticas que signifiquem "um início no caminho da liberdade e da democracia". O grupo pede liberdade para os cubanos viajarem e uma nova Constituição, "porque a atual não permite o desenvolvimento social, econômico e político que o país requer".

 

O governo de Raúl Castro tem anunciado uma série de medidas nos últimos meses para modernizar Cuba. Além de reformas econômicas que abrem a economia para a iniciativa provada e têm o objetivo de estimulá-la, Havana tem libertado presos políticos dentro e fora de um acordo firmado com a Igreja Católica.

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