REUTERS/Alkis Konstantinidis
REUTERS/Alkis Konstantinidis

Refugiado morre na fronteira da Bulgária por disparo da polícia

Policial búlgaro deu um tiro de advertência com sua pistola, que ricocheteou e atingiu o imigrante afegão

O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2015 | 11h54

SÓFIA - Um refugiado do Afeganistão morreu na madrugada desta sexta-feira, 16, na fronteira entre Turquia e Bulgária ao ser atingido por um disparo de advertência da polícia búlgara, informou o governo do país.

Um funcionário do alto escalão do Ministério do Interior da Bulgária explicou em entrevista coletiva que o homem foi atingido por um disparo quando a polícia da fronteira tentava dispersar um grupo de 54 refugiados afegãos que pretendiam entrar ilegalmente no país.

Os três agentes da polícia fronteiriça pediram que os homens parassem e retornassem ao território turco, mas eles não obedeceram. Assim, um dos policiais fez um disparo de advertência com sua pistola, que ricocheteou e atingiu o pescoço de um dos refugiados, que morreu a caminho do hospital, explicou o secretário-geral do Ministério do Interior da Bulgária, Georgui Kostov.

Os demais homens do grupo, qualificados pelo funcionário búlgaro como "agressivos", foram detidos. Autoridades locais iniciaram uma investigação sobre o incidente.

O primeiro-ministro da Bulgária, Boiko Borisov, foi informado sobre o ocorrido durante a cúpula de líderes da União Europeia em Bruxelas e decidiu voltar imediatamente à Sófia.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), afirmou que essa a primeira vez em que um requerente de asilo foi sido morto à bala quando tentava atravessar a Europa.

"Nós, do Acnur, estamos profundamente chocados com esse incidente", disse Boris Cheshirkov, porta-voz da agência de refugiados da ONU. "Deploramos a morte de um afegão em busca de asilo, tentando alcançar a segurança através da fronteira. Instamos as autoridades búlgaras a conduzir uma investigação imediata, transparente e independente. Buscar asilo é um direito humano universal, e não um crime." /EFE e REUTERS

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