Refugiados da África do Sul pedem proteção à ONU

Ataques contra imigrantes no país já deixaram pelo menos 56 mortos e cerca de 35 mil refugiados

Ansa e BBC,

26 de maio de 2008 | 19h14

Centenas de imigrantes refugiados da África do Sul, procedentes em grande parte da região dos Grandes Lagos, se reuniram nesta segunda-feira, 26, em frente à sede da ONU em Pretória, pedindo proteção contra a onda de violência xenófoba no país, disseram fontes do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).   Veja também: Violência xenófoba está controlada, diz África do Sul Onda de violência já matou 56 na África do Sul Milhares marcham contra a xenofobia na África do Sul   "Durante a manhã recebemos cerca de 750 refugiados, a maioria natural de Ruanda, da República Democrática do Congo e da Somália, mas também de outros países africanos", disse Yusuf Hassan, porta-voz do Acnur para o sul da África.   "Estamos levando-os de ônibus para um campo de refugiados nas redondezas de Pretória, mas cerca de 500 ainda estão em nossos escritórios", continuou.   A violência xenófoba, iniciada em 11 de março em bairros pobres de Johannesburgo e logo estendidas a todo o país, já deixou 56 mortos, centenas de feridos e pelo menos 35 mil refugiados.   Ação do governo   De acordo com o ministro de Segurança da África do Sul, Charles Nqakula, as autoridades sul-africanas fizeram mais de 1,3 mil prisões relacionadas com os ataques e instituíram tribunais especiais para lidar com a crise.   No domingo, o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, disse que os ataques ameaçam levar o país de volta a um passado de conflitos violentos. O presidente vinha recebendo críticas e sendo acusado de uma lenta reação aos ataques.

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