Refugiados de Faluja preocupam ONU e Cruz Vermelha

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Cruz Vermelha Internacional declaram-se "extremamente preocupados" com dezenas de milhares de pessoas que fogem dos combates entre insurgentes e soldados americanos na cidade iraquiana de Faluja. "Aparentemente, a maioria dos civis conseguiu abandonar a cidade, mas é difícil falar sobre números exatos", comentou Jennifer Clark, porta-voz do Acnur. De acordo com ela, a maioria dos refugiados busca abrigo na casa de amigos, parentes e de outros iraquianos nos arredores de Faluja. "Alguns estão morando em barracas", disse Clark. O Acnur, subordinado à ONU, acompanha a situação em Faluja a partir de seus escritórios em Amã, na Jordânia, comentou a porta-voz em Genebra. "As necessidades mais imediatas dos refugiados são comida, abrigo, água, saneamento básico e saúde", alertou Clark. Também em Genebra, a Cruz vermelha Internacional anunciou desejo de ajudar os civis da região o mais rápido possível e manifestou a "grande preocupação" do grupo com o fato de iraquianos feridos estarem sem acesso a tratamento médico, por causa da intensidade do conflito. O grupo humanitário declarou-se "alarmado" com informações segundo as quais as duas estações de tratamento de água de Faluja teriam sido desativadas por funcionários amedrontados. A Cruz Vermelha Internacional é a depositária das Convenções de Genebra. Uma de suas funções é fornecer assistência neutra às vítimas de qualquer um dos lados em conflito.

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