Refugiados em ilha italiana recebem visita de Jolie

De acordo com relatório das Nações Unidas, quatro quintos da população mundial de 15,4 milhões de refugiados está abrigada em países pobres, onde suas perspectivas de cidadania são pequenas e as oportunidades econômicas limitadas. Acima de um quarto dessa população está refugiada em quatro países apenas: Paquistão, Irã e Síria. Esses dados não incluem a última onda de refugiados do Norte da África apenas este ano, a maioria encontrou refúgio nos países vizinhos, enquanto as nações europeias tentam impedi-los de atingir suas fronteiras.

AE, Agência Estado

19 de junho de 2011 | 13h37

Por ocasião da celebração do Dia Mundial dos Refugiados, nesta segunda-feira, e atriz americana Angelina Jolie na qualidade de embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), chegou hoje a Lampedusa, onde visitou os refugiados do norte da África, em particular da Líbia, que se abrigaram na pequena ilha italiana. A atriz, que na tarde deste domingo deve participar de uma cerimônia em memória dos imigrantes que naufragaram no Mediterrâneo, chegou a Lampedusa em um avião particular procedente de Malta, segundo informaram os veículos de comunicação italianos.

Na agenda da atriz, que é embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), há também uma visita ao centro de primeiro amparo aos refugiados na ilha, assim como à antiga base de Loran, onde atualmente há 300 menores que chegaram a Lampedusa desacompanhados.

Jolie chegou acompanhada pelo alto comissário do Acnur, o ex-primeiro-ministro português António Guterres, que na manhã deste domingo se reuniu com as autoridades locais de Lampedusa. "Queria expressar meu profundo agradecimento ao povo de Lampedusa que durante tantos anos acolheu tantos refugiados e imigrantes. Além disso, quero louvar o trabalho das autoridades por seu modo de aplicar a definição de ''barcas em dificuldade'' quando avaliam suas intervenções no mar", declarou Guterres.

O alto comissário do Acnur foi questionado a respeito do decreto aprovado pelo governo italiano na quinta-feira passada no qual se amplia de 6 para 18 meses o tempo de retenção dos imigrantes ilegais nos Centros de Identificação e Expulsão (CIE). "Minha incumbência é a proteção dos refugiados, não a imigração em geral, sobre a qual cada um dos governos estabelece suas normas. Portanto, não corresponde a mim comentar esta medida", declarou Guterres. "No entanto, nossa posição é de que a retenção deve ser uma exceção. Em geral, pensamos que a gestão da migração de um modo organizado representa o ambiente mais adequado para a proteção dos refugiados e para as solicitações de asilo", acrescentou.

As informações são da AP.

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