Refugiados mortos no Sudão são mais de 70.000, diz ONU

A agência da saúde das Nações Unidas estima em pelo menos 70.000 o número de mortos em campos de refugiados na região de Darfur, no Sudão, desde março. A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que a mortalidade não diminuirá, a menos que haja mais doações. "Estamos por um fio, vivendo da mão para a boca, e se a dor destas pessoas em Darfur é tão importante para a comunidade internacional quanto parece, então esperaríamos mais apoio de longo prazo", queixou-se David Nabarro, chefe de operações de crise da OMS. Até o momento, porém, os apelos da ONU não foram ouvidos, disse Nabarro, citando que a organização só recebeu metade dos US$ 300 milhões necessários para realizar o trabalho no Sudão. Ele afirma não fazer idéia de quanto é o total de mortos no conflito na região de Darfur, que inclui ataques de milicianos e tropas governamentais contra vilarejos e refugiados em fuga. O número de 70.000 inclui apenas os mortos nos campos e arredores desde março, quando agências humanitárias conseguiram acesso a Darfur. A maioria dessas mortes foi causada pelas más condições dos acampamentos temporários, disse Nabarro, mas 15%, ou cerca de 10.000, foram causadas por violência.

Agencia Estado,

15 Outubro 2004 | 15h28

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