Refugiados no Afeganistão correm perigo

Jovens afegãos que fugiram para os campos de refugiados nas fronteiras com o Irã e o Paquistão estão sob sérias ameaças, vindas de todas as partes do conflito, informa a agência de refugiados da ONU. "A presença de combatentes armados dentro ou perto dos campos representa um perigo real para os deslocados, incluindo os jovens rapazes que continuam a sofrer o risco de recrutamento forçado, tanto pelo Taleban como pela Aliança do Norte", afirmou Kris Janowski, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur). O Acnur informou aos repórteres que a agência havia solicitado uma reunião urgente com as autoridades iranianas, a fim de discutir a situação no campo Makaki. O campo, que fica dentro do Afeganistão, é administrado pela Sociedade Crescente Vermelho do Irã, e já abriga 6 mil pessoas. Janowski disse que outros 1.500 refugiados estão vivendo ao relento, fora do campo. Eles não foram autorizados a entrar. Segundo o porta-voz, acredita-se que soldados Talebans fortemente armados estejam no campo. Na segunda-feira, um menino de 12 anos foi morto a tiros no campo Makaki, disse Janowski, acrescentando que a morte "ilustra o quanto perigosa e volátil é a situação" nos campos temporários. O Irã e o Paquistão já têm milhões de refugiados afegãos, deslocados por 20 anos de de conflitos no país. Ambos os países fecharam suas fronteiras, afirmando não poder receber mais refugiados. Janowski conclamou os dois países a abrirem suas fronteiras para os novos refugiados. As agências humanitárias argumentam ser preciso fazer mais por eles, antes que comece o rigoroso inverno afegão. Leia o especial

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