Refugiados rejeitam ordem de abandonar abrigos no Timor

Representantes de vários grupos de refugiados no Timor Leste rejeitaram neste sábado os planos do governo de fechar os campos de desabrigados no país. O primeiro-ministro, José Ramos Horta, disse neste sábado que não haveria mais assistência humanitária do governo e que, desde o dia 1º, o governo deixou de fornecer alimentos e água para os abrigos.Segundo o coordenador dos deslocados do acampamento do aeroporto de Díli, José da Costa Gusmão, os refugiados, que abandonaram suas casas com medo da onda de violência do ano passado, permanecerão onde estão enquanto o governo não restabelecer a segurança no país.Gusmão disse que os planos do governo de cancelar sua assistência aos campos de refugiados são desumanos. "Querem nos obrigar a sair dos campos. Mas o que acontece comaqueles que matam, saqueiam, queimam as casas? Permanecerão livres? E aqueles que ainda mantêm armas ilegais?", perguntou."Viemos para estes campos porque tínhamos medo de morrer. Não retornaremos a nossas casas se a segurança continuar sendo um problema", disse um dos refugiados, Francisco Madeira.Ramos Horta garante que restabeleceu a segurança em Díli e que toda a população deve retornar a suas casas.Segundo os dados do Centro de Observação para Deslocados Internos (IDMC, em inglês), há cerca de 150 mil deslocados no Timor Leste.

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