Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Regime cede e permite entrada de alimentos e remédios até o fim do ano em Cuba

Regime cede e permite entrada de alimentos e remédios até o fim do ano em Cuba

Segundo o  primeiro-ministro Manuel Marrero a medida é excepcional e entrará em vigor na próxima segunda-feira, com validade até o fim do ano

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2021 | 21h26

HAVANA - No primeiro sinal de recuo, três dias após os maiores protestos desde 1994, desencadeados principalmente pela escassez de remédios e alimentos, o governo de Cuba autorizou  a importação por meio de passageiros que chegam ao país de alimentos, produtos de higiene e medicamentos sem limite de valor de importação e sem pagamento de tarifas.

Segundo o  primeiro-ministro Manuel Marrero a medida é excepcional e entrará em vigor na próxima segunda-feira, com validade até o fim do ano.   A atual legislação cubana sobre a entrada desses produtos com viajantes consiste em um complexo sistema de pontos e limites de peso que estabelece tarifas sobre itens em excesso.

No caso de medicamentos, é permitido trazer para o país até 10 quilos. A partir de segunda-feira, todas essas restrições serão eliminadas nos pontos de entrada em  Cuba, exceto nos aeroportos de Cayo Coco e Varadero, disse o primeiro-ministro.

Espera-se que o efeito desta medida seja limitado, pelo menos a curto prazo, já que, devido à pandemia de covid-19, há poucos voos internacionais para  Cuba.

Revisão em curso na Casa Branca

Fontes na Casa Branca revelaram que o governo do presidente Joe Biden está revendo várias medidas adotadas durante o governo de Donald Trump para ajudar os cubanos que enfrentam problemas econômicos ampliados pela pandemia. 

Segundo as fontes, a revisão poderia levar à flexibilização das restrições às remessas que os cubano-americanos podem fazer para suas famílias em Cuba. Estima-se que essas remessas sejam de entre US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões ao ano, representando a terceira maior fonte de divisas em Cuba depois da indústria de serviços e turismo.

Biden também estaria estudando levantar a proibição de viagens entre os EUA e a ilha, assim como a retirada da designação de Cuba como um “Estado patrocinador do terrorismo”, que Trump determinou dias antes de deixar o cargo, em janeiro./ EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.