Regime conta com novos blindados e caças especializados

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h02

A luta em Alepo tem novas armas - ontem, o Exércit0 foi para as ruas vestindo blindagem reativa e há relatos de que caças de Força Aérea despejaram fogo sobre o Exército Sírio Livre (ESL). A força de tanques e blindados russos, muitos deles fornecidos pela extinta União Soviética, armados com metralhadoras, um canhão de 125 milímetros, lançadores de morteiros, granadas e, em certos casos, também de mísseis. Para proteção, receberam uma cobertura de caixas de reação carregadas de explosivos que detonam quando atingidas por um rojão anti couraça do tipo RPG. Uma explosão neutraliza a outra - em teoria, bem entendido: o ESL destruiu vários desses carros de combate.

O perigo maior, entretant0, está no ar. Pela primeira vez, caças de ataque ao sol0 teriam sido empregados. São esquadrões dos pesados MiG-23 da variante Flagelo, de bombardeio ar-terra, a mais nova desse supersônico cujo voo inaugural da primeira versão completou 45 anos em maio. Um projeto revolucionário, de asa de geometria variável - que permite velocidades da ordem de 2.400 km/h - equipado com um canhão de 23 milímetros e 3,5 toneladas de cargas de combate.

A aviação da Síria recebeu 146 unidades desde 1974 - Bashar Assad encomendou na Rússia a modernização de 60 aeronaves. Em condição desconhecida, mas listados entre os 222 aviões e helicópteros considerados operacionais pela inteligência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), estão os jatos Sukhoi dos tipos 22 e 24. O primeiro é muito antigo e, embora tenha sido várias vezes revitalizado, dificilmente estaria servindo a outras funções além de treinamento ou observação de longa distância.

Não é o caso do Su-24, também um espólio soviético. Poderoso e dotado de recursos eletrônicos para cumprir sua missão a grande altitude e sob qualquer condição climática, divide certas tarefas, como a preservação do espaço sírio, com o mais avançado MiG-29.

A dupla teria a incumbência de eventualmente lançar bombas químicas, acredita o analista John Miller, do Foreign Political Center (FPC), de Washington. Oficiais de informações da Otan discordam. O entendimento é que os gases letais podem ser dispersos por helicópteros do tipo Mi-25, na forma de cápsulas ou granadas pequenas com mecanismo de tempo.

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